| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Lesbiinae |
| Reichenbach, 1853 | |
| Espécie: | L. magnificus |
O topetinho-vermelho é um Apodiforme da família Trochilidae.
Conhecido também como beija-flor-magnífico.
Seu nome científico significa: do (grego) lophos = crista, topete; e ornis = pássaro; e do (latim) magnificus = magnífico, explêndido. ⇒ Pássaro com topete magnífico.
Mede 6,8 cm, 3 g. É a menor espécie brasileira. Dimorfismo sexual acentuado. Macho com apresenta um topete vermelho e um bonito leque de penas de cada lado do pescoço de cor branca que terminam em uma faixa verde que passa ao negro na ponta. Face negra, garganta e pescoço anterior verdes, partes inferiores cinza-esverdeado. Partes superiores esverdeadas com uropigiana branca, cauda com a face anterior canela com as pontas negras; bico vermelho com a ponta preta. A fêmea e o imatura não tem o topete vermelho e nem o leque no pescoço, tem a garganta branca sarapintada de canela e o bico menos intensamente vermelho e barriga branca.
Não possui subespécies.
Alimenta-se principalmente de carboidratos, que é conseguida através do néctar das flores.
Na época do acasalamento, o macho corteja a fêmea eriçando o topete vermelho e expandindo os tufos laterais do pescoço movimentando-os enquanto executa um lento voo ou paira diante da fêmea, que permanece pousada, girando o corpo na lateral simultaneamente; em seguida sobe em voo acrobático para voltar em pique como se fosse atingir a companheira, frenando apenas perto dela, produzindo um forte sussurro “rrrep”, após o qual sobe de novo. Seu ninho é uma tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa não atapetada com líquens, como na maioria dos beija-flores. O ninho é colocado abertamente sobre um ramo horizontal ou uma forquilha de árvores.
Habita capoeiras, chácaras e jardins bem floridos, prefere áreas semiabertas e bordas de florestas.
Voz:Cerimônias: “gr-gr”; “piu-piu-piu…”; monótono e prolongado “si-si”.
CBRO (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). Encontrado exclusivamente no Brasil, de Alagoas e Bahia ao Rio Grande do Sul, em direção oeste até Goiás e Mato Grosso. Crozariol & Leite (2010) fizeram o primeiro registro documentado dessa espécie para o estado de Tocantins, no município de Pium. Segundo Bencke (2001) a ocorrência da espécie e outras para os arredores de Porto Alegre, que aparentemente carecem de documentação, devem ser desconsiderados e portanto retirado da lista do estado do Rio Grande do Sul.
Status de conservação: LC ( IUCN ); Appendix II ( CITES ).